"Espero dar um abraço no Neymar antes do jogo. É um garoto. Está num momento difícil, mas eu acredito nele" disse o presidente Jair Bolsonaro em entrevista coletiva realizada, na manhã desta quarta-feira (5), em Aragarças, no interior de Goiás.
Bolsonaro deu a declaração após um evento com agricultores. Ao ser questionado, pela Folha de S. Paulo, sobre o que achava do caso Neymar, o presidente foi enfático: Você está julgando o Neymar. A Folha de S. Paulo já está julgando o Neymar como sempre me julgou nesse tempo todo. A mulher atravessa o continente, um monte de coisa acontece e ela chega no Brasil e quer... [Sobre] caso Neymar, hoje à noite, estamos juntos para fazer dois gols lá no Mané Garrincha" disse Bolsonaro, referindo-se ao amistoso entre Brasil e Qatar que acontece nesta quarta, às 21h30.
Entenda o caso:
Uma brasileira, que tem o nome protegido pelo caso está em segredo de justiça, registrou um boletim de ocorrência de estupro contra Neymar, na última sexta-feira (31), na 6ª Delegacia da Mulher, em São Paulo. Segundo ela, o crime ocorreu em Paris no último dia 15.
Horas seguinte à acusação, o atacante publicou um vídeo nas redes sociais se defendendo e afirmando que estava sendo vítima de extorsão. O craque também disse que foi pego de surpresa com a notícia. "Muito ruim e muito triste escutar isso. Quem me conhece, sabe do meu caráter e da minha índole e sabe que eu jamais faria isso", disse.
Apesar do jogador tentar esconder, aparecem fotos e vídeos da garota seminua no conteúdo públicado em sua conta e, por isso, agora a Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando o atacante do Paris Saint Germain.
De acordo com o artigo 218-C é crime "oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio - inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia". A pena é de reclusão de um a cinco anos.
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